Monday, August 07, 2006



Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad e Vinícius de Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Considerando os conflitos que estão acontecendo pelo mundo, acho importante lembrarmos de Hiroshima e Nagasaki para que a tragédia de agôsto de 1945 não volte a se repetir. Faz 61 anos que a bomba atômica explodiu na cidade de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, matando cem mil pessoas. Mesmo depois de sessenta anos os efeitos da radioatividade e o trauma ainda persistem. Nos últimos cinco anos, acontece um evento na cidade de Berkeley chamado “Peace Lantern Cerimony” ou “Cerimônia das Lanternas da Paz” em homenagem e em solidariedade com o povo de Hiroshima e Nagasaki.


As pessoas se encontram as 6:30 da tarde para fazer passáros de origami e lanternas de papel com uma vela no meio, que depois são lançadas na água. É muito lindo ver tantas lanterninhas coloridas boiando na água ao anoitecer. A cerimônia conta também com a participação de músicos tocando a flauta japonesa e o taiko drum (um tambor tradicional do Japão). Havia também cartazes decorados por alunos de uma escola em Hiroshima.


Berkeley é uma das 81 cidades nos Estados Unidos a fazer parte de uma ong chamada “Mayors for Peace” ou “Prefeitos pela Paz.” http://www.mayorsforpeace.org. A organização foi criada em 1982 pelo então prefeito de Hiroshima, Takeshi Araki, como uma forma de organizar cidades a nível internacional que estão interessadas na abolição de armas nucleares. No momento, 1.403 cidades de 119 paises fazem parte dessa organização. As cidades representando o Brasil são Curitiba, Rio de Janeiro, Santos(SP), Belo Horizonte, Belém e Osasco (SP).


1 Comments:

Anonymous Anita said...

Regina,
Obrigada pelo site. Vou dar uma conferida depois com tempo.

Você tem razão: se a memória não fosse tão curta, as pessoas relembrariam o que uma guerra pode trazer: sempre só desgraçadas e nada, absolutamente nada positivo. Olha como está o Iraque: totalmente destruído, mais de 30 mil civis mortos (e sabe lá Deus como morreram). Olha como para onde estão encaminhando o Líbano e Israel.

Com o passar do tempo desacredito mais em mais em governos, e começo a achar que é nossa função como "mães" ou como "tias", ou como membro de uma família é a de ensinar aos nossos filhos a não guerrearem. Tenho a impressão que se uma mãe o fizer, o filho vai sempre ser lembrar disso quando crescer. O que você acha? Essa coisa de morrer pelo país e "viver sem razão" é uma loucura, e não tem nada de heroísmo aí.

Ah, o poema de Vinícius é magnifíco. Boa semana.

9:28 AM  

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